Delegado-geral Luccy Keiko detalha caso de servidora encontrada desacordada na sede da Polícia Civil

Um caso grave registrado dentro da sede da Polícia Civil do Piauí, em Teresina, está sendo investigado após uma servidora ser encontrada desacordada e com sangramento em uma das salas do prédio. O fato ocorreu na tarde da última quinta-feira (19) e foi confirmado neste sábado (21) pelo delegado-geral Luccy Keiko.
De acordo com o delegado, a vítima foi localizada por equipes que estavam no local e recebeu atendimento imediato. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou o encaminhamento ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde a servidora segue sob cuidados médicos.
Ainda segundo Luccy Keiko, logo após o socorro, foram iniciadas diligências para esclarecer o ocorrido. Durante a apuração preliminar, os policiais identificaram que um prestador de serviço terceirizado estava na mesma sala com a vítima no momento do fato. Ele foi conduzido para prestar esclarecimentos, mas apresentou versões consideradas contraditórias.
As informações foram confrontadas com dados obtidos no hospital e relatos de outras servidoras, o que, segundo a Polícia Civil, apontou elementos indicativos de um possível crime de estupro. Diante disso, o suspeito foi encaminhado à Casa da Mulher Brasileira, onde foi autuado em flagrante pela delegada de plantão, mesmo negando a autoria.
O homem passou por audiência de custódia, teve o flagrante homologado pela Justiça e a prisão preventiva decretada. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou ainda que segue acompanhando o estado de saúde da vítima e prestando todo o suporte necessário, incluindo assistência pericial. A oitiva da servidora deve ocorrer assim que houver condições clínicas, sendo considerada fundamental para o avanço das investigações.
Em nota oficial, a instituição destacou que todas as medidas foram adotadas de forma imediata, incluindo o acionamento da perícia criminal, e reforçou que o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade.
Já a defesa da vítima afirmou que a servidora permanece internada sob cuidados intensivos e pediu rigor técnico na apuração, além de respeito à privacidade e à dignidade da vítima. Os advogados também solicitaram atuação sensível por parte da imprensa, evitando qualquer tipo de exposição indevida.
O caso segue sob investigação e deve ser concluído dentro do prazo legal.
