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Caixa coloca à venda apartamento de Eduardo Bolsonaro por R$ 644 mil em leilão

A Caixa Econômica Federal colocou em leilão um apartamento que pertenceu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O imóvel está localizado no bairro de Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro, e poderá ser arrematado por valores a partir de R$ 644 mil.

Avaliado pelo banco em R$ 1 milhão, o apartamento está sendo oferecido com desconto de 36,27%. O leilão já está aberto para lances e será encerrado no dia 20 de agosto, às 10h.

As informações sobre a inclusão do imóvel no leilão foram inicialmente divulgadas pelo portal Ururau e posteriormente confirmadas pela reportagem.

Imóvel foi financiado pela Caixa

Eduardo Bolsonaro adquiriu o apartamento em junho de 2017, pelo valor de R$ 1 milhão. Na época, ele financiou aproximadamente 79% do valor do imóvel por meio de um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal.

De acordo com o registro do imóvel, não consta o valor exato da dívida existente com o banco. A matrícula aponta, porém, que a Caixa solicitou a intimação de Eduardo Bolsonaro em outubro de 2025.

Em fevereiro deste ano, a propriedade do apartamento foi transferida oficialmente para a Caixa, possibilitando a inclusão do imóvel no processo de leilão.

A reportagem tentou contato com o ex-deputado por meio de mensagens enviadas para dois números de telefone que já estiveram vinculados a ele, mas não recebeu resposta.

Imóvel também foi bloqueado por Alexandre de Moraes

A matrícula do apartamento registra ainda que o imóvel foi bloqueado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em julho de 2025.

A medida ocorreu no âmbito do processo relacionado aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Eduardo Bolsonaro está vivendo nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025.

Condenação no STF

Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, pelo crime de coação no curso de processo.

Segundo a acusação, o ex-deputado teria articulado, junto a autoridades e aliados do governo dos Estados Unidos, a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a Corte.

O caso do apartamento e o processo criminal são situações distintas, embora ambos tenham sido mencionados nos registros relacionados ao ex-deputado.