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Hulk explica saída do Atlético-MG, rebate polêmica e diz que Galo “está no meu coração”

O atacante Hulk falou pela primeira vez sobre sua saída do Atlético-MG e esclareceu as declarações que geraram repercussão entre torcedores após sua chegada ao Fluminense. Em entrevista ao Sportv, o camisa 7 afirmou que nunca teve a intenção de criticar o ex-clube, reforçou sua gratidão pelo Galo e garantiu que continuará torcendo pela equipe mineira.

A transferência para o Fluminense foi construída ao longo de vários meses. As primeiras conversas ocorreram em janeiro, mas Atlético e Fluminense não chegaram a um acordo. As negociações foram retomadas em maio e culminaram na rescisão do contrato do atacante com o clube mineiro, abrindo caminho para sua ida ao Tricolor carioca.

Segundo Hulk, todo o processo foi conduzido com profissionalismo e respeito às duas instituições.

“Sempre procurei ser muito profissional, respeitar as instituições. Em janeiro fui procurado pelo Fluminense e deixei bem à vontade para resolverem com o Galo. Não chegaram a um acordo. Depois aconteceu de eles se acertarem e eu ir para o Fluminense. O que passou, passou. Tem que pensar em coisas boas”, afirmou.

Diferenças entre os projetos

Durante a entrevista, o atacante revelou que entendeu o momento vivido pelo Atlético-MG, que passava por um processo de reformulação e de redução da folha salarial em razão das dívidas do clube. Por outro lado, destacou que o Fluminense apresentou um projeto voltado para a montagem de um elenco forte e competitivo na briga por títulos.

“Entendi que o Galo vinha passando por um propósito de renovação, de quitar dívidas e enxugar a folha salarial. A maneira do Fluminense pensar era diferente. Quer títulos, montar um grande time”, explicou.

Despedida emocionante

Apesar da saída, Hulk fez questão de destacar o carinho que sente pelo Atlético-MG. O atacante contou que reuniu cerca de 200 pessoas em um churrasco de despedida e revelou que decidiu manter seu camarote na Arena MRV para acompanhar jogos do clube ao lado da família.

“Jamais seria ingrato de falar mal de um clube que me abriu as portas, uma instituição tão grande como o Atlético Mineiro, com a torcida que me abraçou, os jogadores e os funcionários. Quando eu vim embora, fiz um churrasco lá em casa para 200 pessoas. Todo mundo emocionado, chorando”, relatou.

O atacante também revelou que recusou a proposta de gravar um documentário sobre sua trajetória no Atlético. Segundo ele, a ideia transmitia a impressão de que encerraria a carreira ao fim do contrato, algo que nunca esteve em seus planos.

“Não faz sentido fazer documentário, até porque eu não vou encerrar minha carreira agora. Em todos os clubes por onde passei saí pela porta da frente, como ídolo, e em nenhum deles fiz documentário”, disse.

Esclarecimento sobre a polêmica

No início de julho, Hulk causou repercussão ao afirmar, após estrear pelo Fluminense, que no novo clube dividia mais as responsabilidades do que acontecia no Atlético-MG. A declaração foi interpretada por parte da torcida atleticana como uma crítica ao antigo elenco.

Na entrevista, porém, o atacante afirmou que suas palavras foram retiradas de contexto. Segundo ele, a comparação dizia respeito ao perfil dos grupos.

Hulk destacou que o Fluminense conta com jogadores experientes e líderes, como Germán Cano, Paulo Henrique Ganso, Thiago Silva, John Kennedy, Fábio e Martinelli. Já no Atlético, lembrou que boa parte do elenco campeão brasileiro e da Copa do Brasil de 2021 deixou o clube.

“De 2021, quem está no Galo? Só o Everson. Quando você fala de dividir responsabilidade, você chega no Fluminense e encontra muitos jogadores que já conhecem o clube e têm responsabilidade. Foi isso que eu quis dizer. As pessoas interpretaram de outra maneira”, explicou.

Ao encerrar a entrevista, Hulk voltou a reafirmar o carinho pelo Atlético-MG e garantiu que a passagem pelo clube marcou sua carreira.

“Eu jamais vou falar dos meus antigos companheiros, eu jamais vou falar do Galo, que é um time que está no meu coração”, concluiu.