Mulher denuncia ameaças de morte e agressões do ex-companheiro no Piauí

A moradora do município de Sigefredo Pacheco, Luciana Oliveira, denunciou uma série de ameaças de morte, agressões físicas e intimidações que, segundo ela, ocorreram ao longo dos 13 anos de relacionamento com o ex-companheiro, identificado como Cícero Teles. A vítima afirma que, mesmo após a separação, em fevereiro de 2026, passou a viver sob medo constante.
Segundo Luciana, os dois administravam juntos uma empresa de perfuração de poços e atualmente enfrentam uma disputa judicial pela divisão de bens. Ela acusa o ex-companheiro de tentar encomendar sua morte.
“Ele não aceita fazer a divisão dos bens e anda procurando pessoas para tirar a minha vida. Foi oferecer uma quantia alta para que tirassem minha vida, mas a pessoa se recusou”, relatou.
A vítima informou que já possui duas medidas protetivas concedidas pela Justiça. A primeira foi expedida em 2024, após episódios de agressão, e a segunda neste ano, depois das novas ameaças registradas após o fim do relacionamento.
Luciana afirma que o suspeito chegou a descumprir a medida protetiva e acabou preso, mas foi liberado dias depois.
“Depois que saiu, ele ligou para o telefone da minha filha mais velha dizendo que ia me matar e que ela iria ver. Depois falou que mataria nós três”, contou.
Ela também revelou que viveu anos de violência física e psicológica, mas que demorou a perceber a gravidade da situação devido à dependência emocional.
“Sempre foi agressivo. Me dava empurrões, socos, mas evitava o rosto para não deixar marcas. Hoje consigo entender tudo o que vivi”, desabafou.
Segundo Luciana, existem registros fotográficos das agressões, incluindo imagens de ferimentos no rosto e de parte do cabelo arrancado durante um dos episódios de violência. Mensagens atribuídas ao suspeito também mostram ameaças e frases violentas.
Em abril deste ano, Cícero Teles chegou a ser preso por três dias, mas foi solto posteriormente. A vítima questiona o fato de ele não utilizar tornozeleira eletrônica, mesmo diante das medidas protetivas.
Com medo, Luciana faz um apelo por proteção e justiça.
“Preciso estar viva porque tenho duas filhas para criar”, declarou.
