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Mulher presa por se passar por adolescente de 12 anos será submetida a exame de sanidade mental

A mulher de 37 anos presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos, deverá ser submetida a um exame de sanidade mental nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa da investigada, Rafael Luiz Siewert.

Segundo o defensor, a avaliação psicológica e psiquiátrica ainda depende dos procedimentos internos do sistema prisional, mas a expectativa é que seja realizada em breve.

O advogado informou ainda que discutiu a medida nesta quinta-feira (4), embora ainda não tenha tido contato direto com a cliente desde a sua prisão.

Prisão preventiva mantida

A suspeita teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva por decisão da Justiça. Com isso, ela permanece detida no Presídio Regional de Joinville enquanto as investigações continuam.

Questionado sobre a possibilidade de ingressar com um pedido de habeas corpus, Rafael Siewert afirmou que a medida poderá ser avaliada futuramente, mas que não deve ser adotada neste momento.

Caso chamou atenção em todo o país

A prisão ocorreu na última terça-feira (2), no bairro Pirabeiraba, em Joinville, e ganhou repercussão nacional pela complexidade e duração da suposta fraude.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e alegava ter apenas 12 anos de idade. Com a identidade fictícia, ela teria conquistado a confiança de uma família da região, além de moradores da comunidade e integrantes de uma igreja local.

Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a investigada manteve a falsa identidade por cerca de 14 meses.

Para sustentar a versão, ela afirmava ser portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de outras condições de saúde. Também alegava que sua aparência física seria consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

Durante as investigações, os policiais constataram que a mulher adotava comportamentos infantilizados, utilizando objetos como mamadeiras, chupetas e até um item conhecido como “cheirinho” para dormir.

Histórico em outros estados

A Polícia Civil informou que a suspeita já teria praticado golpes semelhantes em outros estados brasileiros. Há registros de ocorrências envolvendo a mulher em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, ela confessou integralmente os fatos investigados, segundo a polícia.

Agora, além da continuidade do processo criminal, o exame de sanidade mental poderá auxiliar a Justiça na análise das circunstâncias do caso e na definição dos próximos encaminhamentos judiciais.